Sep 7 2008

A morte do velho poeta

Cansado de se pôr a prova
Deitou-se, murmurando a trova
As mãos tremidas, irrequietas
Calejadas de frio, sem metas

Na saudade do lápis já caído
O pensamento aflora sem sentido
Sem resposta no papel perdido

Os versos já não têm tamanho, forma
As estrofes só diminuem, sem norma

Lábios calam, e as palavras não mais falam…