Aug
5
2009
O Vinho e o Mel

Mesmo que fossem vividos
Os outros tantos anos perdidos
Envelheceram docemente à escura
Amargamente na madeira crua
Os néctares da vida em sonho
Soltos nos favos a brilhar
Caem pelo lábio em que ponho
A vida que queria trilhar
Paladar sensível de mentiras
De ternuras falseadas em iras
Cobertas com sorrisos lidos
Manchando rostos então polidos
Mas tive, com um quê de carinho
O horizonte fosco de um céu
Tingido do vermelho do vinho
Cristalizado com o açúcar do mel